Amor ao próximo

15/11/2019

O ódio é sentimento que se expressa através de emoções e paixões negativas e desequilibrantes. Odiar é ter comportamento íntimo disruptivo, de aniquilamento, destrutivo e inquietante. É estado mental e emocional de intensidade e direcionamento nos sentidos opostos de sua origem e destinação. É sentimento antagônico e  incompatível com o amor. Quem odeia foge à regra crística de orientação existencial pelo amor. Ódio e amor são, portanto, condições imiscíveis nas suas consequências e divergentes em sua origem anímica.

O ódio aproxima a criatura ao seu passado infrahominal de predominância agressiva com o fato agravante da detenção do livre-arbítrio que lhe deveria orientar o discernimento entre Bem e do mal. Aquele que odeia encontra-se atrasado em seu processo evolutivo anímico por teimosia e por vontade própria, tornando-se responsável e comprometido com todo o mal disso resultante.

O amor, pelo contrário, é prova inconteste da busca pelo ser cognoscente do seu destino, traçado desde os mais longínquos evos pela Inteligência e Sabedoria Suprema.

É imagem e semelhança pura da proximidade com o Senhor da Verdade Absoluta.

Odiar não significa contestar apenas, discordar, desassociar ideias, posto haver os que mais conscientes fazem-no sem se permitirem arrastar pelos mares revoltos das paixões grosseiras e equivocadas engendradas pela animosidade e pelo sentimento do ódio comburente. A contestação e o pensamento opositor devem agir apenas no terreno das ideias, de forma salutar pela dialética da vida em busca da Verdade, mas não no terreno interpessoal. Discordar não deve objetivar atingir, destruir, macular
nem desprestigiar o oponente. As clavas e lanças que atingem o pretenso inimigo causam dores, mal estares e sofrimentos que se multiplicam atingindo vítima e algoz, em efeito bumerangue.

A manutenção de um estado mental de ódio deve se constituir, para aquele que o sente, em sinal de alerta, posto franquear a proximidade e o poder de Espíritos maliciosos, maldosos e oportunistas que se intrometem e estimulam um comportamento narcísico e fanático, engendrando obsessões com graves repercussões no cotidiano do invigilante. Aqui, faz-se bastante oportuno o ensino do Cristo, meditado à meridiana luz do Espiritismo: “Amai os vossos inimigos”.

Que o Mestre de Nazaré nos ampare e auxilie na libertação das amarras de um passado odiento.

Herculano Pires

 

Página psicofonada em Reunião de Desobsessão, no ICE-CE, no dia 18/5/2019.