Carnaval

15/08/2018

por Francisco Cajazeiras

Vivemos, em nosso País, o clima momino. Muitas pessoas não medem esforços para desfrutar do prazer de brincar o carnaval. Importante, no entanto, discutir alguns pontos a respeito.

Inegável e indiscutível a necessidade de descarregar as frustrações do dia-a-dia, em verdadeira catarse. Cuidado, porém, para não exagerar nessa “catarse”, porque a cada ação que realizamos corresponde uma reação da Lei Natural e, por isso, não poucas vezes, têm sido geradas situações mais aflitivas e problemáticas do que suas antecessoras…

Brincar não faz mal a ninguém, em tese. Buscar a alegria, muito menos. Agora, muita atenção para não confundir manifestações de alegria e espontaneidade sadias com posturas antissociais e nocivas, de repercussões imprevisíveis.

Bebidas alcoólicas, drogas alucinógenas ou quaisquer outros tipos de tóxicos são plenamente dispensáveis pois, além de não conseguirem promover a felicidade de ninguém – senão estados transitórios e caríssimos para a economia orgânica e mental –, ainda fomentam comumente a irresponsabilidade e o desregramento, levando ao aumento da incidência dos acidentes automobilísticos e consequente mortalidade trágica, bem como da criminalidade geral.

Em resumo, se você gosta e se acha necessitado de brincar o carnaval, isso, por si só, não é condenável sob a óptica do Espiritismo. Leve, porém, em conta os seguintes preceitos:

1 – Somente faça aos outros aquilo que gostaria (de verdade!) que fizessem a você;
2 – Não se iluda, usando droga de qualquer espécie. Elas podem tornar “uma droga” o seu carnaval;
3 – Os excessos, de toda ordem, são invariavelmente prejudiciais;
4 – Mantenha a calma e a serenidade sempre e lembre-se de que você tem toda uma vida pela frente;
5 – A AIDS é uma triste e palpável realidade no mundo inteiro e, se você não se prevenir, estará sujeito às probabilidades de contraí-la, como qualquer outro;
6 – Apesar de sermos todos imortais, retornar à pátria espiritual pelo suicídio causa sempre muitos dissabores e sofrimentos indescritíveis, segundo narram os Espíritos que passaram por essa experiência. E expor-se a riscos desnecessários é um verdadeiro suicídio;
7 – Nunca esqueça de orar – ao sair de casa e em qualquer circunstância difícil…