Você já nasceu para Jesus?

22/05/2019

O advento do Natal de Jesus tem o dom de nos encher de esperanças renovadas em um mundo melhor, onde a fraternidade, a paz e o respeito pela vida sejam a tônica do existir no planeta.

Parece até utopia, nesses tempos de desgoverno, desequilíbrio e desamor.

O ser humano está perdido em seu mundo de egoísmo e aprisionado em celas limitantes, em sistema fechado, que o transformam em sofredor demasiado e desorientado.

A dor é, porém, a divina experiência terapêutica capaz de calar fundo na alma que se aflige, a revelar-lhe o seu significado e gênese e a lhe favorecer o entendimento de sua vivência terrena. Por isso, o sofrimento é democrático e universal na superfície de nosso orbe, que se encontra, no presente, no ponto mais elevado de ebulição dos costumes, no exteriorizar dos seus males, no cadinho doloroso das expiações e das provas.

Mas, é chegado o Natal! A presença do Sublime Mestre, feito criança graciosa, singela e simples, por amor à criatura humana, tem o pendor de reavivar e exteriorizar os sentimentos mais nobres, bem como de patrocinar um clima e uma psicosfera mais solidários e mais próximos do sentimento do Bem.

O Natal de Jesus traz, em seu modus operandi, a suavidade, o desprendimento e a naturalidade do excelso mensageiro de Deus[1], o que, por si só, já nos deveria conduzir a séria reflexão no usufruto dos bens materiais e na avidez por riquezas tão aguçados, para a grande maioria dos estagiários terrenos, em sua ilusão pueril e tola no poder transitório e efêmero de tudo aquilo “que a traça e a ferrugem corroem e corrompem” e sujeito ao “roubo dos ladrões”, tanto em suas exegeses literal quanto simbólica.

No silêncio da noite estrelada e da adoração dos pastores, dos mais simples de coração, e também a participação de toda a coorte dos Espíritos angelicais, aprendamos a valorizar a simplicidade da vida, a quietude da consciência sem mácula e nos esforçarmos para, definitivamente nos tornarmos cristãos de fato e de direito, não apenas por rótulos, muitas vezes estéreis e mudos, mas, acima de tudo, cristãos ativos nas palavras, nos costumes e no comportamento.

É verdade que Jesus nasce sempre que amamos e manifestamos esse sentimento divinal, mas expressemos sempre nossa gratidão e nossa compreensão nessa data escolhida para festejo dessa Dádiva Divina.

 

Martinho

 

[1] Jesus in  Mt, 06: 19-21.

Página psicofonada em reunião de desobsessão, no dia13/12/2018, no ICE-CE.